terça-feira, 1 de julho de 2014

O modelo dos modelos e o AEE

Texto: “O modelo dos modelos”
(Reflexão a partir das principais idéias propostas pelo autor e a relação com o AEE)
Para Palomar construir um modelo o mais perfeito, lógico, geométrico possível, adaptá-lo à experiência e proceder às correções necessárias para que modelo e realidade coincidam permearam sua regra na vida. Ao passar do tempo a paisagem humana surgia deformada e retorcida. Finalmente só restava a Palomar apagar da mente os modelos e os modelos de modelos e deparar-se com a realidade mal padronizável e não homogeneizável.
A escola historicamente se caracterizou pela visão da educação que delimita a escolarização como privilégio de um grupo. A partir do processo de democratização da educação se evidencia o paradoxo inclusão/exclusão, quando os sistemas de ensino universalizam o acesso, mas continuam excluindo indivíduos e grupos considerados fora dos padrões homogeneizadores da escola.
O Plano Nacional de Educação – PNE, destaca que o grande avanço que a década da educação deveria produzir seria a construção de uma escola inclusiva que garanta o atendimento à diversidade humana.
A PNE na Perspectiva da Educação Inclusiva tem como objetivo assegurar e garantir a inclusão, o acesso e a permanência do estudante com deficiência nas escolas comuns. A inclusão escolar é uma inovação que nos faz repensar nossas práticas de ensino tradicionais, revisando e refazendo nossa concepção de ensino e de aprendizagem.
Enfim, a Educação Inclusiva é um movimento mundial que provoca uma mudança na escola e na sociedade, quando defende o direito das pessoas com deficiência de freqüentarem estes universos.




quinta-feira, 12 de junho de 2014

Informações para acrescentar na atividade de TEA

Blog de TEA
1.Título da Atividade: Sequenciação
2. Público/Transtorno: Crianças com autismo
3. Local de utilização: Sala de aula comum e Sala de recursos multifuncional
4. Descrição da atividade: Sequencias de eventos e cores, possibilitando com que as crianças lembrem da ordem adequada com auxílio de instruções visuais.
5. Intervenções do Professor do AEE: Trabalhar a sequenciação, a fim de que, as crianças com autismo consigam se lembrar da ordem das tarefas porque se atêm de forma concreta aos detalhes específicos e nem sempre veem relação entre elas.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Sugestão de atividade para crianças com autismo

Blog de TEA
1.Título da Atividade: Sequenciação
2. Público/Transtorno: Crianças com autismo
3. Local de utilização: Sala de aula comum e Sala de recursos multifuncional
4. Descrição da atividade: Sequencias de eventos e cores, possibilitando com que as crianças lembrem da ordem adequada com auxílio de instruções visuais.
5. Intervenções do Professor do AEE: Trabalhar a sequenciação, a fim de que, as crianças com autismo consigam se lembrar da ordem das tarefas porque se atêm de forma concreta aos detalhes específicos e nem sempre veem relação entre elas.

Aprendizagem de crianças com autismo
Sequenciação: as crianças com autismo podem não conseguir se lembrar da ordem das tarefas, pois se atêm de forma concreta aos detalhes específicos, e nem sempre veem relação entre elas. Instruções visuais podem auxiliar a minimizar essas dificuldades. As instruções visuais destacam sequências de eventos, e fazem com que as crianças se lembrem da ordem adequada.

 Sequência lógica (Vida)

 

Sequência de cores
 


 Fonte: Revista Ciranda da Inclusão - Maio/2010
            Site: www.universoautista.com.br




segunda-feira, 5 de maio de 2014

Surdocegueira e Deficiência Múltipla

Surdocegueira e Deficiência Múltipla
Segundo Lagati (1995), a surdocegueira é uma condição que apresenta outras dificuldades além daquelas causadas pela cegueira e pela surdez.
Para McInnes, a premissa básica é que a surdocegueira é uma deficiência única que requer uma abordagem específica para favorecer a pessoa com surdocegueira e um sistema para dar este suporte. Para este autor a aprendizagem das pessoas com surdocegueira se refere a indivíduos que demonstram dificuldade em observar, compreender e imitar o comportamento de outros indivíduos com os quais venha entrar em contato. Daí as técnicas “mãos sobre mão” ou “mão sob mão” são estratégias importantes de intervenção para estabelecer comunicação com a criança com surdocegueira.
Faz-se necessário incentivar e ensinar a pessoa com surdocegueira de como usar sua visão e audição residuais, assim como outros sentidos remanescentes, provendo informações sensoriais que suscitem a curiosidade. Por isso se torna indispensável a presença de uma pessoa para mediar e trazer estas informações de modo integral e coerente.
O ambiente para inserção da pessoa com surdocegueira deve ser planejado e organizado adequadamente favorecendo sua interação com pessoas e objetos. Portanto se uma comunicação efetiva não for estabelecida na infância, a pessoa ao crescer pode apresentar comportamento inadequado para se comunicar.
Segundo o Ministério da Educação e Cultura e a Secretaria de Educação Especial (MEC/SEESP), pessoas com deficiência múltipla são aquelas que “têm mais de uma deficiência associada. É uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas, revelando associações diversas de deficiências que afetam, mais ou menos intensamente, o funcionamento individual e o relacionamento social.” As características específicas apresentadas pelas pessoas com deficiência múltipla lançam desafios à escola e aos profissionais que com elas trabalham no tocante aos resultados ao longo do processo de inclusão. Por isso dois aspectos tornam-se relevantes: a comunicação e o posicionamento.
Quanto à comunicação, todas as interações de comunicação e atividades de aprendizagem devem respeitar a individualidade e a dignidade de cada estudante com deficiência múltipla. O mediador será responsável pela ampliação do conhecimento de mundo desse estudante, visando lhe proporcionar autonomia e independência.
Quanto ao posicionamento, é indispensável uma boa adequação postural. Trata-se de colocar o estudante com deficiência múltipla de maneira confortável em sala de aula comum a fim de que possa fazer uso de gestos ou movimentos com os quais estabeleça uma comunicação e desfrute das atividades propostas. O corpo é a realidade mais imediata do ser humano. A partir e por meio dele, o homem descobre o mundo e a si mesmo. Favorecer o desenvolvimento do esquema corporal da pessoa com surdocegueira ou com deficiência múltipla é de suma importância. Para todo e qualquer estudante, é necessário repensar a organização espacial da escola e da sala de aula, o que pressupõe a mobilidade dos estudantes com surdocegueira. Os espaços devem ser sinalizados em diferentes linguagens, nos quais os estudantes com surdocegueira devem ser estimulados a circular neles.
Os objetos de referência têm significados especiais com a função de substituir a palavra e, assim, podem representar pessoas, objetos, lugares, atividades ou conceitos associados a eles. Constituem recursos para a aprendizagem de estudantes com surdocegueira e deficiência múltipla: objetos de referência das atividades, caixas de antecipação, calendários e outros.
Enfim, é importante lembrar que a parceria família-escola para a organização das prioridades é imprescindível, pois um trabalho colaborativo e compartilhado favorecerá a aprendizagem dos estudantes com surdocegueira e deficiência múltipla.




Fonte: Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - Fascículo 5: Surdocegueira e Deficiência Múltipla.  





segunda-feira, 17 de março de 2014

AEE PS Atividade3: Texto para Blog

Educação Escolar de Pessoas com Surdez- Atendimento Educacional Especializado em Construção
Mirlene Ferreira Macedo Damázio
                                                                                                        Josimário de Paulo Ferreira

Uma nova política de Educação Especial na perspectiva inclusiva, principalmente para pessoas com surdez, tem se tornado promissora no ambiente escolar e nas práticas sociais/institucionais. Porém, por mais que as políticas já estejam definidas, muitas questões e desafios ainda estão para ser discutidos, muitas propostas, principalmente no espaço escolar, precisam ser revistas e algumas tomadas de posição e bases epistemológicas precisam ficar mais claras, para que, realmente, as práticas de ensino e aprendizagem na escola comum pública e também privada apresentem caminhos consistentes e produtivos para a educação de pessoas com surdez.
Não vemos a pessoa com surdez como o deficiente, pois ela não o é, mas tem perda sensorial auditiva, ou seja, possui surdez, o que a limita biologicamente para essa função perceptiva. Mas, por outro lado, há toda uma potencialidade do corpo biológico humano e da mente humana que canalizam e integram os outros processos perceptuais, tornando essa pessoa capaz, como ser de consciência, pensamento e linguagem.
O problema da educação das pessoas com surdez não pode continuar sendo centrado nessa ou naquela língua, como ficou até agora, mas deve levar-nos a compreender que o foco do fracasso escolar não está só nessa questão, mas também na qualidade e na eficiência das práticas pedagógicas. É preciso construir um campo de comunicação e interação amplo, possibilitando que as línguas tenham o seu lugar de destaque, mas que não sejam o centro de tudo o que acontece nesse processo.
A intenção é interpretar a pessoa com surdez, à luz do pensamento pós-moderno, como ser humano descentrado, por acreditar no corpo biológico, não em sua parte com a deficiência, mas nas outras, que dão à pessoa potencialidade. Isso nos faz pensar num sujeito com surdez não reduzido ao chamado mundo surdo, com a identidade e a cultura surda, mas numa pessoa com potencial a ser estimulado e desenvolvido nos aspectos cognitivos, culturais, sociais e lingüísticos.
Rompemos com o paradigma da dicotomização entre oralistas e gestualistas, e colocamos em cena a pessoa com surdez na concepção pós-moderna, vemos que a tendência bilíngüe se torna um território que se desterritorializa a clausura dessa pessoa, sob a ótica multicultural.
Como propõe o AEE, a pessoa com surdez não é estrangeira em seu próprio país, mas usuária de um sistema lingüístico com características e status próprios, no qual cognitivamente se organiza e estrutura o pensamento e a linguagem nos processos de mediação simbólica, na relação da linguagem/pensamento/realidade e práxis social. Por isso, é necessário discutir que, mais do que uma língua, as pessoas com surdez precisam de ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento e exercitem a capacidade perceptivo-cognitiva.
Em um contexto de rupturas com essa visão segregacionista e de embates entre gestualista e oralistas, assinalamos que esse não é o caminho definido pelas políticas públicas educacionais brasileira, quando legitima a perspectiva inclusiva numa abordagem bilingüe para a educação das pessaos com surdez. A atenção deve estar centrada, primeiramente, no potencial natural que esses seres humanos têm, independente de deficiência, diferença, limites ou mesmo do marcador surdo; em segundo lugar, o foco deve ser a transformação da escola e das suas práticas pedagógicas excludentes em inclusivas.
Nesse contexto de compreensão é que legitimamos a construção do Atendimento Educacional Especializado para pessoas com surdez (AEE PS) por meio da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva, que disponibiliza serviços e recursos. Esse atendimento tem como função organizar o trabalho complementar para a classe comum, com vistas à autonomia e à independência social, afetiva, cognitiva e lingüística da pessoa com surdez na escola e fora dela.
O AEE PS, na perspectiva inclusiva, estabelece como ponto de partida a compreensão e o reconhecimento do potencial e das capacidades desse ser humano, vislumbrando o seu pleno desenvolvimento e aprendizagem.
Portanto, o AEE PS deve ser visto como construção e reconstrução de experiências e vivências conceituais, em que a organização do conteúdo curricular não deve estar pautada numa visão linear, hierarquizada e fragmentada do conhecimento. O conhecimento precisa ser compreendido como uma teia de relações, na qual as informações se processem como instrumento de interlocução e de diálogo.


domingo, 10 de novembro de 2013

Audiodescrição Transformando Imagens em Palavras

Atividade3: BLOG – Descrição e Audiodescrição
Site sugerido: www.vercompalavras.com.br

 Audiodescrição

Transformando Imagens em Palavras





Figura 1 - Capa
Descrição da capa: a capa, criada pela designer Aracy Bernardes, com fundo ocre e tons que vão do vinho ao marrom, é ilustrada por metade de um rosto com destaque para olho e parte da boca no lado direito, três imagens desfocadas, sobrepostas e transparentes do meio para o lado esquerdo superior, um fluxo de letras saindo da boca da pessoa sobre fotos descoloridas de praia e flor na parte inferior. O título: Audiodescrição: Transformando Imagens em Palavras e os nomes dos organizadores: Lívia Maria Villela de Mello Motta e Paulo Romeu Filho, estão escritos com letras pretas sobre fundo ocre na parte superior e inferior da capa.





Atividade3: BLOG – Descrição e Audiodescrição

Site sugerido: www.vercompalavras.com.br
                                               
                                                                Audiodescrição
                                    Transformando Imagens em Palavras



Figura 1 - Capa
Descrição da capa: a capa, criada pela designer Aracy Bernardes, com fundo ocre e tons que vão do vinho ao marrom, é ilustrada por metade de um rosto com destaque para olho e parte da boca no lado direito, três imagens desfocadas, sobrepostas e transparentes do meio para o lado esquerdo superior, um fluxo de letras saindo da boca da pessoa sobre fotos descoloridas de praia e flor na parte inferior. O título: Audiodescrição: Transformando Imagens em Palavras e os nomes dos organizadores: Lívia Maria Villela de Mello Motta e Paulo Romeu Filho, estão escritos com letras pretas sobre fundo ocre na parte superior e inferior da capa.